Imaginary Thinking

A Arte de Tim Burton

Tim Burton
November 22, 2009–April 26, 2010
MoMA

Como já havia referido num post anterior, o MoMA vai apresentar uma retrospectiva da carreira de Tim Burton já a partir do próximo dia 22. Esta exposição conta com a exibição de filmes, não só do realizador como também filmes que o inspiraram, que acompanham a galeria de várias peças de ilustração e esboços, bonecos, pinturas, storyboards e projectos não realizados.

Filmes de Tim Burton que, segundo o site do MoMA, serão incluídos na retrospectiva: Vincent (1982), Pee-wee’s Big Adventure (1985), Beetlejuice (1988), Batman (1989), Edward Scissorhands (1990), Batman Returns (1992), The Nightmare Before Christmas (criador e produtor) (1993), Ed Wood (1994), Mars Attacks! (1996), Sleepy Hollow (1999), Big Fish (2003), Corpse Bride (2005), Charlie and the Chocolate Factory (2005) e Sweeney Todd (2007). Para além dos filmes, o MoMA acrescenta alguns projectos web/multimédia, como é o caso de Stainboy (2000) do livro The Melancholy Death of Oyster Boy & Other Stories (1997)

A director of fables, fairy tales, and fantasies, with an aesthetic that incorporates the Gothic, the Grand Guignol, and German Expressionism, Tim Burton has created a body of films—fourteen features released over two and a half decades thus far—that reveal an uncompromised auteurist vision. Burton’s striking visuals and indelible characters make even his blockbuster studio films intimately personal. From adaptations to musicals to stop-motion animated films, his work bears a distinctive, unmistakable point-of-view, and his unique interpretations of well-known comic and literary characters, real-life personalities, and beloved childhood icons have resulted in creations that sometimes surpass their sources. Along with his frequent collaborators—including actors Johnny Depp and Helena Bonham Carter, composer Danny Elfman, production designer Rick Heinrichs, and costume designer Colleen Atwood—Burton has crafted a new canon of beloved characters, from Edward Scissorhands and Beetlejuice to Jack Skellington and the Corpse Bride.

http://www.moma.org/visit/calendar/exhibitions/313

A infância de Burton, como o próprio descreve, foi peculiar, imaginativa e introspectiva associada a livros de Edgar Allan Poe, filmes de terror e Vincent Price. Mais tarde ganha uma bolsa atribuída pela Disney para o Instituto de Artes da Califórnia, onde estuda Animação e torna-se aprendiz de animador na Walt Disney Studios. Foi nesta altura que realizou a curta-metragem de nome Vincent. Mas foi com Beetlejuice ou Os Fantasmas Divertem-se em português que Burton fez-se notar, dando-lhe a oportunidade de realizar o Batman, em 1989. Este contexto dá-lhe espaço para um projecto pessoal intitulado Edward Scissorhands, que muitos consideram ainda ser a sua obra-prima, o primeiro filme com a colaboração de Johnny Depp. De seguida, também com Johnny Depp veio um filme que, de todos, foi o que mais curiosidade suscitou da minha parte, porque este filme trata nada mais, nada menos, do que a história do pior realizador de todos os tempos: Ed Wood. Actualmente, o próximo filme de Burton, como já devem saber, será Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas) e, mais uma vez, tem a participaçao de Johnny Depp e Helena Bohman-Carter.

O primeiro filme que vi de Tim Burton, pelo menos que me lembre, foi o Edward Scissorhands ou Eduardo Mãos-de-Tesoura em português. Um filme que penso ter marcado a minha geração, ou pelo menos marcou-me a mim e a muitos dos meus amigos. Desde então que Tim Burton passou a fazer parte e a influenciar o meu imaginário e, posteriormente, muitos dos meus trabalhos. Burton construiu um imaginário único onde conta histórias, muitas vezes já conhecidas, de uma forma inconfundivelmente sua. Mas o que o torna verdadeiramente interessante, e que pode ajudar a explicar o facto deste senhor ter presença assinalada no MoMA, é o seu processo ou metodologia. Esta exposição prestes a inaugurar apresenta, na sua maioria, os estudos prévios de filmes, que reflectem a pesquisa e reflexão elaborada por Tim Burton para chegar ao produto final e não é isto que qualquer artista ou designer faz, ou deveria fazer? Diz-se que, inspirado pela cultura pop, reinventou o cinema de Hollywood do género como uma experiência espiritual, influenciando jovens artistas do cinema, video e grafismo. O que é certo e que sei eu é que a influência deste senhor conseguiu chegar a Portugal, pelo menos a alguns designers e ilustradores. E no cinema e video? Não sei, não tenho conhecimento.



Neste link está um video onde Burton fala um pouco sobre o seu trabalho brevemente patente no MoMA. A Wired publicou um artigo chamada Concept Art Offers Peek at Tim Burton’s Twisted Mind onde também podem ser vistos vários desenhos e ilustrações. E a ver também a página oficial de Tim Burton a funcionar online recentemente.

Espreita a exposição aqui e aqui

Poemas do Design Gráfico

Posted in Artes, Design Gráfico, Poesia by imaginarythinking on 11/11/2009

There once was a graphic designer
Who could not draw a straight liner
Fresh out of school
She thought she was cool
And soon was a cook in a diner!

There once was a trendy typesetter
Who thought “less is more is more better”
“I’ll sit here and scratch
at my tiny soul patch,
Until my design is one letter.”

There once was a UI Designer
Who thought a right-nav was more finer.
But users bemoaned
When they could not find “Home”,
And simply restarted their browser.

There once was a client so wiley
He asked for every source filey.
He’d edit them twice
And say “Now they’re nice!”
And we’d stare at him with a blank smiley

There once was a designer so immature
She had not yet heard of a ligature.
She’d kern “f” and “i”
And then make a sigh
While wishing for one nice clean character.

There was an “Adobe Updater”
Who’s button said “Update me later”.
Whenever we’d work,
It popped up like a jerk.
And so we are “Updater” haters!

A prominent button called “Home”
Caused UI elitists to foam.
“It should not be there!”
And they tore out their hair,
Then banged their heads on a big stone.

In Dreamweaver there was a bug,
But Adobe was silently smug.
“Pretend it’s not there!”
Said support with no care,
And swept the bug under the rug!

There once was a client so bozo
He thought he’d design his own logo.
He did it in raster,
And thought it was faster
Because bezier curves he did not know.

There once was client so lame
He flipped when he saw a wireframe
“The graphics are sparse,
And your firm is a farse!”
But we knew that this man did have no brain.

There once was a program called Freehand
It was the best tool in the whole land
But the software was sold
To Adobe the bold
And Freehand was soon no more at hand.

A designer with senses so fickle
He felt every unaligned pixel
“It’s off by a bit!
What are you a twit?”
And for lunch he ate ought but sour pickles.

There once was a blogging designer
Who said “I will sooner retire!
I’ll write blogs all day,
And sip my latte.”
But soon found his finances goner.

A program called Photo the Shopper
Was loaded with menus and slopper
“Just raise the price
to make naughty nice”
But users soon proved this a flopper.

Adobe the Great was a giant
To whom all it’s slaves was defiant:
“While charging more price,
I’ll make things less nice!”
And to this day all are compliant.

fonte

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Designers #001

Posted in Design Gráfico, Designers by imaginarythinking on 10/11/2009

Muitos podem até nem conhecer o nome, mas conhecem com certeza Joy Division ou New Order, o que significa que muito provavelmente conhecem o trabalho, ou algum dele pelo menos. Este senhor, muito inspirado por Jan Tschichold, tornou-se um dos grandes nomes do mundo do Design.

Nascido em 1955 na cidade de Manchester (UK), Peter Saville torna-se designer numa Inglaterra que atravessa o contorvado movimento punk e junta-se a um jornalista chamado Tony Wilson, que muitos devem conhecer devido à Factory da qual foi fundador, e foi precisamente por causa desta Factory que Saville entra na história, para criar a imagem da marca desta editora que também era um club nocturno.

E foi assim, pela Factory Records, que Peter Saville desenvolveu a imagem gráfica de grupos como Joy Division, mais tarde os New Order e Orchestral Manoeuvres in the Dark. Se não conhecem a Factory Records aconselho assistirem ao filme 24 Hour Party People, um filme que trata precisamente sobre a Factory e Tony Wilson. Mas Saville não ficou por aí, ficou conhecido igualmente por capas de discos, que tornaram reconhecido o seu talento, para Pulp, Duran Duran, Suede, Wham, Ultravox, entre outros. Depois da música diversificou-se por outros campos, como a moda ou a publicidade, com clientes como CNN, Stella McCartney, Christian Dior, Givenchi, Yamamoto, EMI. Actualmente é consultor criativo da cidade de Manchester.

O trabalho de Peter Saville serve de influência na nossa cultura visual actual e por isso será importante conhecer o trabalho deste senhor pioneiro nos desenvolvimentos do design conceptual. Para validar a influência de Saville exercida temos a exposição de alguns dos seus trabalhos em museus e galerias por todo o mundo.

Factory Poster/Fac 1, 1978 Blue Monday single for New Order, 1983 Coming Up album for Suede, 1996 Waste Painting #2, 2001 Joy Division Unknown Pleasures CD album New Order Get Ready CD album Pulp This is Hardcore CD album

Neste link podem encontrar vários videos onde Saville é entrevistado e explica alguns dos seus trabalhos, portanto, terá algum interesse. Espero que gostem.

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Revista escrita com BIC

Posted in Design Gráfico, Design e Conceito, Editorial, Publicidade, Tipografia by imaginarythinking on 09/11/2009

A agência TBWA Uruguay foi a responsável por esta ideia de publicar uma edição de uma revista, de nome Freeway, inteiramente escrita a caneta. O objectivo era promover as canetas BIC e o resultado é impressionante. Os únicos espaços da revista que não são escritos com caneta são os espaços publicitários.

Love What You Do

Posted in Design Gráfico, Não sei. Gostei, Poster by imaginarythinking on 21/10/2009

via swissmiss